sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mulher, sempre mulher!



Ela mal nasce, nem cabelos ainda tem, e já lhe arranjam lacinhos coloridos bem colados à carequinha. Mulher nasce pra ser mais cores entre todas as cores. Mulher é arco-íres. Ela mal cresce, mal “desmama” as bonequinhas e já sai dando colinho para os colegas da escola, para o amiguinho tristonho, para a mamãe carente, para o papai cansado, para quem lhe pede abrigo. Mulher é colo.


Ela adentra a adolescência, chama a atenção dos meninos, dos “maduros” sonhadores, dos passageiros de ônibus, motoristas, cobradores e até do irmão mais velho! Mulher é tentação. Quando já passa dos 20, quantas histórias já conta! Já teve amor malogrado, já teve o primeiro beijo, o primeiro namorado, despedidas, desencontros, alegrias inesquecíveis, sucesso, também fracassos. Mulher é novela.

Vai para os 30, 40, 60… não crê que alcança os 80! Quantos amores! Quantas marcas! Uniões, filhos, empregos, patrões (dentro e fora de casa), metas alcançadas, tantos desejos frustrados, tantas palavras já ditas, muitos silêncios impostos, compreensões, incompreensões, traições e mil desgostos. Mulher é história. 

E quando ela deixa o mundo, em algum canto do quarto acha-se um fio de cabelo, vê-se uma oração à antiga cabeceira, ouve-se sua canção favorita, seu confessor travesseiro e a mancha da última lágrima. Mulher é saudade. Mas ela sempre renascerá em outras mulheres, sempre será o que veio para ser, sempre cumprirá sua missão de luz entre os homens, sempre será apenas e tão somente o que é. 
APENAS E TÃO SOMENTE MULHER!

                                                                           Autor Desconhecido!

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